sexta-feira, 18 de abril de 2008

"CERTIFICADO DIGITAL"


"Faça o que eu mando". Essa é uma frase muito ouvida por uma gestora de "Um órgão". Quando assumiu a direção do dito cujo em questão, a ocupante recebeu várias "diretrizes" e orientações do Ministério Público. Claro que a intenção do promotor foi sempre o cuidado com a "coisa pública" e até então vinha sendo cumprido em algumas situações. Mas diante dos impasses de envolvidos e acusados de participarem da operação Pasárgada, essa mesma gestora foi ao Ministério Público buscar "orientações" sobre como agir para não cair em situações parecidas e se precaver. Chegou lá e jogou limpo. Contou que contratou um escritório em Belo Horizonte sem observar a lei 8666, porque os advogados "são muito bons", informou a crédula administradora. Ela ouviu: "Demita o escritório imediatamente ou vou abrir um inquérito civil público contra vossa Excelência a partir de agora", quase sentenciou o nobre promotor. A comitiva tentou sair de fininho e com orelha baixa. Detalhe. Já havia sido expedido uma intimação para tratar de outro inquérito instaurado contra o orgão. Na saída, o promotor sugeriu: " que estão aqui mesmo, pra evitar o deslocamento do oficial de justiça e onerar os cofres públicos, podem passar na secretária e pegar a intimação de um outro processo que foi expedida contra voçes, por favor ?!!!". Só faltou pedir para "tocar piano" e colocar as digitais, como se diz na gíria policial. Tem um ditado que aprendi durante uma época áurea de minha vida na EPCAR. "Soldado dentro do quartel está pedindo serviço". Na saída, já fora do prédio, ironizando aquela situação, um deles fez aquela saudação japonesa de reverência porém trocou o silêncio japonês por uma palavra e soltou um sonoro "uuuuaaallaaaaa!!! " Era tarde. Saíram com os papeis nas mãos , com aquele timbre da justiça e um carimbo de "recebido".

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